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  • Foto do escritorSté Crispino

A importância de uma cultura organizacional antirracista

Atualizado: 20 de jan. de 2022


Muitas e muitos de nós estamos mergulhando no tema antirracismo desde os recentes acontecimentos do mundo. Independente de você estar começando ou de qual seja o seu lugar de fala - conceito cunhado pela filósofa e feminista negra Djamila Ribeiro - precisamos de todas e todos nessa causa, e isso inclui, sim, as organizações!


Como podemos sonhar com a transformação de algo que é estrutural sem envolver as responsáveis por sustentar essa estrutura?

Acontece que as empresas foram criadas em um contexto muito diferente do que vivemos hoje, no qual a escravidão era algo normatizada por mecanismos de manutenção de poder e, portanto, essa cultura social influenciava diretamente a cultura das organizações.


É justamente por isso que apenas mais recentemente as empresas entenderam que não é aceitável não ter pessoas negras nas suas equipes. Só mais recentemente elas se deram conta de que precisavam mudar para atrair e incluir pessoas negras. Caso contrário, a cultura por si só expelia essas pessoas, simplesmente por serem estigmatizadas se por um padrão imposto.

Se as empresas, por um lado, estão levando um bom tempo para se conscientizar, as pessoas, por outro, tem se desenvolvido cada vez mais rápido. Se considerarmos em especial essas últimas semanas, vemos cada vez mais pessoas de todas as cores superando o modelo mental anterior. O problema: essas mesmas pessoas, apesar da expansão de consciência, se veem muitas vezes presas a estruturas e culturas antigas. Isso pode ser um verdadeiro colapso para a sua cultura: caso a sua organização deixe de representar as próprias pessoas do seu time.

Com cada vez mais pessoas se conscientizando acerca da pauta racial e da extrema importância de todas e todos se envolveram nesta causa, as empresas vão precisar repensar a velocidade dessa transformação. E a cultura da sua organização, como vai acompanhar essa mudança?


Por onde começar: um primeiro diagnóstico que você pode se propor é praticar a observação atenta e a escuta ativa.


Preste atenção nos processos. Quais as premissas por detrás da forma como as coisas são feitas? O que esses processos incentivam? Quais bloqueios geram?

Preste atenção nas relações. Quais são as bases das relações entre as pessoas? Quais os conflitos? Eles são velados? Como se resolvem?


Preste atenção nas pessoas. Seja em reuniões ou outros meios de interação. Quem fala? Quem não fala? O que será que isso significa?


Depois de tanto observar, é preciso agir! É em momentos como esse que a famosa frase da Angela Davis faz ainda mais sentido: "Eu não estou mais aceitando as coisas que eu não posso mudar. Eu estou mudando as coisas que não posso aceitar".


Reconhecendo o papel da sua empresa neste momento e no mundo em que vivemos hoje, fica uma última pergunta: O que a cultura da sua organização não pode mais aceitar?

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